sábado, 28 de julho de 2007

A Alma que Espera!

Não vejo muito,
As sombras entorpecem a visão
A alma grita no silêncio interior do corpo que padece
Eu espero...
Como a "virgem prudente" à alma acende a sua lâmpada
Traz consigo o óleo para manter-se por toda à noite a espera do amado!
Ele não chega... Ele demora...
A noite a rodeia... a alma sabe que ha alguém a espreitar e a rugir
Mas a alma se mantêm alerta, temerosa mas firme
Pois seu Amado disse: - Não temas!
A alma sabe que o Amor cumpre as suas promessa
Sabe que ele está a caminho e com a aurora há de vir
- Vem meu amado! – grita a alma
- Eu te espero... eu estou a te esperar, pois sei que só em Ti,
Só em teus braços, só em teu regaço encontrarei a salvação!
- Vem meu amado, eu te espero para que me arranque das sombras,
Pois a luz que trago em minhas mãos não traz alegria a minha vida
e não vence a noite que vive minha alma!
Vem amado, eu te espero! Pois só a luz de teu olhar
e a vida de Tua voz a ressoar em meus ouvidos podem me fazer feliz!
Que alegria terei ao ouvir meu nome pronunciado por teus lábios a chamar-me ao longe dizendo:
- Vem amada minha, aqui estou!
Aproxima-te de mim... não temas,
Eu perdôo tuas transgressões
E diante das nações te desposo, te acolho e te santifico.

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